Descaso ou parcialidade?

Inúmeros homicídios de pessoas comuns são esquecidos e até mesmo levam anos para que os culpados apareçam, diferentemente quando a vítima é um policial de qualquer órgão de segurança, PM, CIVIL ou PF.

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Em 27 de outubro de 2017, na zona sul de Porto Velho, mais um número na escalada da violência em Rondônia tombou rumo à lista de casos de homicídios não elucidados pela divisão de crimes contra vida da PC/RO.
João era um pai de família, que foi alvejado com mais de 15 tiros disparados por um bando em carro e moto diante de câmeras de segurança, o que facilitaria a identificação de seus algozes, mas, ele não trazia em seu currículo o brasão da polícia ou de alguma entidade de segurança do Estado.
Homicídios de “pessoas comuns” viram logo o jargão “acerto de contas” e juntam-se aos inúmeros que só serão lembrados por seus familiares. O que mesmo não acontece com crimes contra autoridades que logo ganham notório empenho na solução é busca pelos culpados.

Suspeito preso com a arma do PM Júlio e o revólver que “supostamente” disparou 9 vezes.

O caso mais recente que envolveu uma autoridade é do policial Militar JÚLIO FERREIRA DA SILVA que, no dia 17 passado foi alvejado na rua Juventus (Zona Sul) de Porto Velho e 3 dias, somente três dias depois, dia 20 de abril do corrente ano, o núcleo de Inteligência da COE prendeu o suspeito GERSON em sua residência de posse da arma do crime juntamente com a pistola roubada do policial.

População indignada cobra agilidade para todos os casos de homicídios

Essa agilidade que o referido núcleo usou não se aplica aos demais casos o que mostra a parcialidade com que a polícia trata os cidadãos comuns. As polícias PM, Civil e Federal usam em benefício próprio o que por obrigação tem que ser para todos, o dever de investigar com afinco sem dar importância aos sentimentos de perda. Não pagamos salários para servidores buscarem o seu corporativismos e sim para sermos protegidos e termos qualquer caso que seja, tráfico, homicídio, roubo, assalto e etc…terem o mesmo empenho por parte dos órgãos de segurança.

Jefferson Eduardo, preso 27 após ter assassinado PM Bianor no espaço alternativo na capital em 2016.

Outro caso que obteve rapidez na solução foi o assassinato do PM Bianor Salles, que em dia de folga, 17 de Outubro de 2016, foi cravejado no espaço alternativo na Jorge Teixeiira que, segundo relatos teria “mexido” com a esposa de seu assassino. Jefferson Eduardo foi preso como suspeito no dia 14 de novembro do mesmo ano, 27 dias após o fato, e confessou a autoria. A população rondoniense também clama por essa rapidez, pagamos caro para sermos esquecidos e tratados como expurgos, queremos uma polícia atuante e imparcial. Estamos cansados de “acertos de contas”, de policiais que no “momento do crime” estavam “passando pelo local e avistou”, sabemos que boa parte da corporação burla a lei fazendo “bicos”. Sabemos que quando a polícia não resolve casos do seu corporativismos a população paga com ataques de milicianos como aconteceu no caso do homicídio ocorrido em Dezembro de 2013 que vitimou o PM Osmar Júnior o “Junior Cabeção” que após a confirmação do seu óbito várias pessoas que estavam em bares e andando pelas ruas em diferentes locais da capital, foram vítimas de ataques de veículos com pessoas armadas e encapuzadas, alguns foram a óbito e nada foi feito por parte das autoridades.
Não importa se a vítima do homicídio era investigada, não importa o seu nível social, a população quer igualdade de tratamento. Famílias precisam de respostas e não de “achismos”, polícia não recebe salário, carro e armamento pra fazer suposição, polícia recebe salário pra trabalhar. O caso de João Lima é mais um número pra delegacia de homicídios assim como vários, mas, como todos os outros, merece total afinco na elucidação e agilidade dos núcleos de inteligência ou qualquer outro meio que diz que ser imparcial.

Da Redação


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