As ditaduras começam com a comunicação caluniosa, alerta Papa Francisco

O Papa Francisco alertou durante missa na Casa Santa Marta sobre o poder destrutivo da comunicação caluniosa. O Pontífice citou a perseguição aos judeus como exemplo do uso da comunicação para caluniar e estigmatizar uma pessoa ou instituição. Na homilia, o Papa Francisco faz a narrativa da história de Nabot, uma parábola bíblica sobre o uso da mentira e da calúnia como arma de destruição de uma pessoa.

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Para Francisco, a história de Nabot é paradigmática da história de Jesus, de Santo Estevão e de todos os mártires que foram condenados usando um cenário de calúnias. Mas é também paradigmática do modo de proceder de tantas pessoas de “tantos chefes de Estado ou de governo”. Começa com uma mentira e, “depois de destruir seja uma pessoa, seja uma situação com aquela calúnia”, se julga e se condena.  “Também hoje, em muitos países, se usa este método: destruir a livre comunicação”, disse o Papa.

“Também na vida cotidiana é assim”, destacou o Papa Francisco: se quero destruir uma pessoa, “começo com a comunicação: falar mal, caluniar, dizer escândalos”:

“A sedução do escândalo na comunicação leva justamente ao ângulo, isto é “destrói” assim como aconteceu a Nabot, que queria somente “ser fiel à herança dos seus antepassados” e não vendê-la. Neste sentido, também é exemplar a história de Santo Estevão, que faz um longo discurso para se defender, mas aqueles que o acusavam preferem lapidá-lo ao invés de ouvir a verdade. “Este é o drama da avidez humana”, afirma o Papa.

O líder da Igreja alertou que muitas pessoas, muitos países destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas. Pensemos por exemplo nas ditaduras do século passado. Pensemos na perseguição aos judeus, por exemplo. Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países. O primeiro passo é se apropriar da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte.

O Apóstolo Tiago fala precisamente da “capacidade destrutiva da comunicação malvada”. Em conclusão, o Papa exorta a reler a história de Nabot no capítulo 21 do Primeiro Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras com ‘luvas brancas’” que destruíram países.

 

Por Esmael Morais

Com informações do Vatican News


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