Líderes do PCC são os primeiros presos da nova penitenciária em Brasília

O presídio federal de segurança máxima de Brasília foi inaugurado na terça-feira e já recebeu três transferidos de Rondônia

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Três presidiários transferidos de Rondônia são os primeiros presos a ocuparem a recém-inaugurada Penitenciária Federal em Brasília. Apontados como chefes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), Abel Pacheco de Andrade, Roberto Soriano e Wanderson Nilton Paula Lima chegaram à unidade nesta quarta-feira (17/10).
A Justiça Federal determinou a transferência dos presos após um processo de investigação que identificou planos de atentados em âmbitos nacionais com o intuito de desestabilizar e desacreditar o Sistema Penitenciário Federal. 

De acordo com a investigação, os suspeitos pretendiam sequestrar, torturar e matar agentes penitenciários para pressionarem as entidades competentes a ceder visitas íntimas. Dentro das ações estava previsto deixar um carro com explosivos no prédio do Departamento Penitenciário Nacional (Depen).

Os chefes nomearam os planos como Morada do Sol e Pé de Borracha. O modus operandi das operações foi baseado, provavelmente, em ações criminosas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – FARC. A informação chegou através de denúncia e, posteriormente, foram gravadas conversas e apreendidos diversos bilhetes que confirmam os planos criminosos elaborados pelos três chefes do PCC, que foram presos na semana passada após a descoberta.
A Justiça Federal alegou que a transferência para a penitenciária é uma forma de isolar líderes de facções, já que os locais “utilizam tecnologias e procedimentos de segurança eficientes, por isso nunca houve fuga, rebelião e entrada de celulares”.
Abel, Roberto e Wanderson ficarão presos no único dos quatro blocos que já foi inaugurado. No local há 50 celas, uma para cada preso, construídas com paredes reforçadas para evitar fuga. O local é monitorado 24h por dia.
Os três, que cumprem prisão preventiva, serão submetidos ao Regime Disciplinar Diferenciado, que é mais rígido. Nele, não são permitidas visitas sociais “como forma de se coibir a troca de informações de maneira desvigiada”. Já os demais encontros permitidos são realizados em parlatório para que haja o monitoramento por sistema de áudio e vídeo, para fins de controle das informações.
A penitenciária
(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
O presídio federal de segurança máxima de Brasília, inaugurado na terça-feira (16/10), tem 208 celas individuais disponíveis. Por enquanto apenas 52 serão usadas pelos detentos, considerados os mais perigosos do país. A justificativa para o funcionamento de apenas um dos quatro blocos do complexo, de acordo com o Ministério da Segurança Pública, é a falta de efetivo para atuar dentro do lugar, já que a obra está finalizada.
O presídio está instalado na mesma área do Complexo Penitenciário da Papuda. Os internos ficarão isolado em um espaço de 6m², com uma estrutura de cama de concreto armado, duas prateleiras, pia e vaso sanitário. O local fica em um espaço aberto, sem qualquer tipo de moradia ao redor. Cercas com arame enfarpado e torres de vigia fazem parte do cenário do lugar.
No total, a obra custou R$ 40 milhões. Ela começou em 2013 e deveria ser inaugurada em 2014, porém, a construtora responsável faliu e, entre idas e vindas, a finalização do projeto ocorreu este ano.
Por Bruna Lima – Especial Para o Correio Braziliense
Colaborou Isa Stacciarini 

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