34% de vagas do Mais Médicos são em municípios de extrema pobreza

Governo publicou nesta terça-feira edital para substituir cubanos que deixarão o programa

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Do total de 8.517 vagas abertas pelo Ministério da Saúde para o Mais Médicos, 34% são em municípios considerados extrema pobreza de acordo com o edital de inscrição publicado nesta terça-feira. A maioria das vagas (8.332) foi aberta em decorrência da saída de médicos cubanos do programa, que devem deixar o país até o dia 12 de dezembro.

O edital separa as vagas nos municípios em perfis que poderão ser escolhidas pelos profissionais que se candidatarem. No caso dos municípios de “extrema pobreza”, estes locais têm pelo 20% de suas populações vivendo nesta situação. Na sequência, segunda a maior parcela das vagas (28%) estão reservadas para cidades classificadas de acordo com o Programa de Atenção Básica.

Os profissionais selecionados irão atuar em 2.824 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas, antes ocupados pelos cubanos. As inscrições começam nesta quarta-feira e seguem até o dia 25 de novembro para médicos brasileiros com CRM Brasil ou com diploma revalidado no país.

Inicialmente, estão abertas vagas para os médicos brasileiros com inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM) ou com diploma revalidado no país. A previsão é de que um grupo comece a trabalhar no próximo dia 3 de dezembro. O Ministério da Saúde estima que no próximo dia 27 haverá a abertura de nova chamada para os médicos brasileiros formados no exterior e estrangeiros.

Remuneração

Os profissionais selecionados receberão salário de 11.865,60 reais por 36 meses, com possibilidade de prorrogação. As atividades dos médicos incluem oito horas acadêmicas teóricas e 32 em unidades básicas de saúde. Como há vagas em áreas distantes, será repassada ajuda de custo para o médico que solicitar, paga pelas prefeituras locais. Além do requerimento, o profissional deverá anexar comprovantes de residência no local.

A publicação do edital foi definida pelo governo federal para tentar assegurar assistência nos locais onde estavam os profissionais cubanos. O Ministério da Saúde Pública de Cuba, por meio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), comunicou o rompimento do acordo de cooperação no Mais Médicos em razão das declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Em 2016, houve a decisão de reduzir a participação dos profissionais cubanos no Mais Médicos de 11.400 para 8.332. Segundo o Ministério da Saúde, além dos médicos ativos, também serão substituídos 185 profissionais da cooperação que estavam no período de recesso ou tenham encerrado a participação.

 

Da veja

(com Agência Brasil)


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