Diverticulite: o que é, causas, sintomas e prevenção

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47% é em quanto se reduz o risco de você ter diverticulite se consumir 30 g de fibras por dia.

Anos de constipação intestinal, esforço para defecar e uma dieta com baixo teor de fibras podem custar caro às paredes do trato intestinal sem que você saiba.

O QUE É

Fezes duras e o constante aumento da pressão no interior do intestino podem causar pequenas bolsas, do tamanho de uma ervilha, que incham e ficam protusas. Essas bolsas, chamadas divertículos, podem chegar a centenas – e, em geral, não causam problema. Mas, se as fezes ficarem presas em um divertículo, este pode inflamar e até infeccionar, causando a doença diverticular, 

ou diverticulite; associada a dor abdominal intensa, febre, náusea e constipação intestinal ou diarreia. Existe até o risco de obstruções ou rupturas intestinais e hemorragia se um vaso sanguíneo próximo a uma das bolsas estourar. 

CAUSAS

Aumento da tensão na parede intestinal por causa de fezes duras. E também o esforço para defecar podem forçar minúsculas partes da parede intestinal para fora. Se essas bolsas infeccionarem ou inflamarem, você pode sentir dor, sangrar ou até mesmo apresentar perfurações na parede intestinal.

SINTOMAS

Dor forte e aguda no abdome (em geral, na parte inferior lateral esquerda) ou dor mais suave que dura diversos dias e, ocasionalmente, piora. Outros sinais incluem febre, náuseas, episódios de diarreia ou constipação intestinal e distensão abdominal. Se você tiver dor intensa ou hemorragia, ligue logo para o médico.

ALIMENTOS QUE COMBATEM A DOENÇA DIVERTICULAR

Segundo relatório dos pesquisadores, frutas, verduras e grãos integrais, junto com um tipo de fibra insolúvel chamado celulose, parecem proteger as paredes intestinais de lesões que causam problemas.

É possível reduzir esse risco com as estratégias abaixo:

Coma mais fibras.

Acrescentar cerca de 30 g de fibras à dieta diária pode cortar em 47% o risco de desenvolver diverticulite, afirmam os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, que acompanharam a saúde e a dieta de quase 44 mil homens durante quatro anos. E, se você já passou por um episódio doloroso, aumentar a quantidade de fibras nas refeições pode prevenir uma nova crise. Em um estudo britânico com pessoas que foram hospitalizadas uma vez por causa de doença diverticular, 90% das que adotaram uma dieta rica em fibras se livraram dos sintomas e permaneciam sem problemas quando os pesquisadores voltaram a analisá-las sete anos mais tarde.

Desde que se beba muito líquido com as fibras ingeridas, elas protegem as paredes do intestino, tornando as fezes macias. Ou seja, facilita a passagem e reduz a tensão nas paredes. Pesquisadores suspeitam que o consumo de fibras também proporcione um ambiente mais saudável aos intestinos, abrigando bactérias benéficas e mantendo a camada do muco protetor que reveste as paredes internas. Esse cenário parece impedir o sistema imunológico de reagir de forma exagerada e causar inflamação nos divertículos.

Se você está planejando aumentar o consumo de fibras, vá devagar. Adicione alguns alimentos com alto teor de fibras à sua dieta a cada semana, ao longo de um mês ou dois. De modo que o organismo se acostume gradativamente às mudanças. E beba diversos copos grandes de água por dia para evitar desconforto.

Acrescente um suplemento de fibras

E se você não conseguir consumir 30 g de fibras diários fornecidos pelos alimentos? Especialistas afirmam que não há problema em usar um suplemento de fibras para completar a diferença. (No entanto, evite os suplementos durante os episódios de diverticulite, pois eles podem causar desconforto.)

Inclua frutas no lanche

Segundo um estudo realizado com 48 mil homens, comer batatas fritas, biscoitos ou um pequeno pacote de batatas chips cinco a seis vezes por semana elevou em 69% o risco de doença diverticular. Em contrapartida, as pessoas que faziam lanches regulares à base de pêssegos, damascos, maçãs ou laranjas reduziram o risco em até 80%. Evite frutas que possam causar diarreia.

Prefira frango ou peixe à carne vermelha

Pesquisadores gregos descobriram que uma dieta rica em carne vermelha eleva as chances de diverticulite 50 vezes mais do que uma dieta vegetariana. Segundo o estudo de Harvard mencionado antes, comer até mesmo uma porção média (de 120 g a 180 g) de carne bovina, de porco ou de cordeiro, cinco ou seis noites por semana, triplicou o risco de contrair a doença diverticular. Consumir um cachorro-quente por semana elevou as chances em 86%. Além disso, uma porção de carne processada (como carne enlatada ou presunto) cinco ou seis vezes por semana quase dobrou o risco. Os que se alimentavam de peixe e de frango raramente aumentavam o risco.

Alguns especialistas especulam que a carne vermelha estimule as bactérias no cólon a produzir substâncias que enfraquecem a parede intestinal, facilitando a formação de bolsas.

Não se preocupe com o café ou o chá. Uma pesquisa recente sugere que essas bebidas têm pouco efeito sobre a diverticulite.

Exercite-se

De acordo com um estudo, talvez por estimular as fezes a se movimentar com mais rapidez no trato intestinal, a atividade física reduziu o risco de doença diverticular em até 48%. De fato, as pessoas que praticavam corrida foram as mais beneficiadas. No entanto, os especialistas afirmam que qualquer tipo de exercício é útil. Principalmente se você for adepto de uma dieta com alto teor de fibras.

Determine o horário de ir ao banheiro

Fazer esforço para defecar aumenta a pressão nas paredes do cólon, propiciando a formação de bolsas. Se você tiver tendência à prisão de ventre, espere pela oportunidade de defecar após uma refeição. Durante os cerca de 30 minutos após a ingestão de comida, o sistema gastrointestinal abre espaço para um novo alimento, deslocando e eliminando todo o resto. Em geral, essa onda de atividade muscular, conhecida como reflexo gastrocólico, resulta em defecação. Então, favoreça-o passando um tempinho no banheiro cerca de meia hora após a refeição.

Pergunte sobre os seus medicamentos

Pergunte ao seu médico se a constipação intestinal é um efeito colateral comum de medicamentos que você esteja tomando. A lista de suspeitos inclui antiácidos, que contêm alumínio ou cálcio; antidepressivos; anti-histamínicos; bloqueadores dos canais de cálcio, diuréticos; suplementos à base de ferro; analgésicos opioides e pseudoefedrina (encontrada em muitos medicamentos contra resfriado). Talvez você tenha de substituir algum desses remédios.

Consuma mais gorduras “boas”

O consumo significativo de ácidos graxos ômega-3, provenientes do peixe, do óleo e da semente de linhaça (que também atua como laxante), das nozes ou cápsulas de óleo de peixe, reduz os níveis de inflamação no cólon. Ou seja, uma grande vantagem, porque a inflamação deflagra manifestações graves de diverticulite. Portanto, segundo gastroenterologistas da Universidade de Maryland, ingerir 1 g de óleo de peixe uma ou duas vezes por semana pode ajudar. Mas verifique com o seu médico antes de começar a tomar suplementos à base de óleo de peixe.

Acrescente um probiótico

A doença diverticular pode dizimar as bactérias benéficas no intestino. Essas bactérias “do bem” estão disponíveis em suplementos conhecidos como probióticos. São importantes porque aceleram o movimento das alças intestinais e protegem o revestimento das paredes intestinais; e, até mesmo, reduzem a inflamação. Estudos italianos e alemães estão começando a sugerir que fortalecer essas superfícies intestinais pode cortar o risco de novas crises de diverticulite. Procure por Lactobacillus acidophilusL. plantarum, Saccharomyces boulardii e bifidobactérias. Muitos probióticos incluem uma combinação deles. Se você já teve uma crise de diverticulite, suplementos probióticos sozinhos não devem ser suficientes para evitar uma repetição. Consulte o seu médico e siga a sua recomendação sobre os medicamentos e o estilo de vida que você pode adotar.

Perca peso

Tradicionalmente, a doença diverticular é um problema para pessoas com idade acima dos 50 anos; causado por décadas de consumo de alimentos com baixo teor de fibras e de constipação intestinal. Esse cenário está mudando. Devido à epidemia de obesidade, os médicos estão começando a notar que os jovens na faixa dos 20 anos apresentam bolsas salientes, de paredes finas, ao longo do intestino. Mais um motivo para manter o peso sob controle.

O que há de novo

No passado, os médicos recomendavam às pessoas com doença diverticular que evitassem nozes, sementes e pipoca. Havia o receio de que pudessem ficar presas nas bolsas intestinais. No entanto, após acompanharem mais de 47 mil homens durante 18 anos, pesquisadores descobriram que aqueles que comiam esses alimentos ricos em fibras não corriam risco extra de problemas. Os que consumiam pipoca duas vezes por semana apresentaram uma redução de 28% nas crises; se comparados aos que comiam apenas uma vez por mês; provavelmente porque a pipoca é uma boa fonte de fibras.

Editado por: Elen Riberaa

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