Viagem no tempo: Museu da Memória Rondoniense digitaliza fotos, mapas, jornais e documentos antigos

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Você conhece a história das ruas de Porto Velho, a conquista do sertão rondoniense, a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, e o traçado da cidade, do início do século passado? Gosta de livros raros e de fotografias antigas? Sabe que a literatura de cordel ainda pode ser folheada? Que o acervo geral está sendo todo digitalizado?

Tudo isso pode ser feito numa visita ao Centro de Documentação do Museu da Memória Rondoniense, em Porto Velho. O trabalho de organização dos acervos continua, mas os interessados podem marcar visitas, informou nesta segunda-feira (22) arqueóloga Aline Maira, diretora interina do Museu da Memória Rondoniense.

Diariamente, cinco estagiárias das Faculdades São Lucas auxiliam na organização de periódicos, listagem de fotos, documentos e livros raros.

A digitalização iniciada há um ano e meio tem o apoio do Instituto Federal de Rondônia (Ifro-RO). O Museu da Memória vem recuperando exemplares de edições dos jornais Altos MadeiraDiário da AmazôniaA TribunaO Estadão de Rondônia (depois “do Norte”O Guaporé, O Parceleiro. O AM, mais antigo, tem exemplares das décadas de 1910 em diante.

A coleção do Estadão, com capa dura, estava quase perdida após o encerramento das atividades da empresa que o editava. O jornalista Paulo Andreoli estava de posse dela e a doou.

O Ifro utiliza a mesma plataforma de sua informatização de memória e pesquisa.

“O acervo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré  fará parte do novo site do museu, previsto ainda para este ano. Entre as raridades, ele possui mapas da construção de Porto Velho, cujo traçado foi concebido nos Estados Unidos”, informou a diretora.

“Por enquanto, a pessoa que quiser saber da história do começo de Porto Velho e da chegada da ferrovia, poderá vir conversar com a gente”, disse Aline Maira. O órgão funciona no térreo do palácio.

Graças à recuperação de impressos, foi possível também resgatar a íntegra de decretos de tombamentos publicados no antigo Diário Oficial do Estado, que agora também é digital. São estes os decretos de tombamentos: nº 3179, de 10 de fevereiro de 1987: castanheira do Estádio Aluízio Ferreira; nº 9993, de 25 de junho de 2002: Presépio Monumental Permanente da Paróquia São Tiago Maior Apóstolo; nº 3125, de três de dezembro de 1986: Capela Santo Antônio de Pádua, todos em Porto Velho.

Literatura de cordel também pode ser vista no Museu da Memória Rondoniense

Segundo Aline Maira, os mapas originais terão que permanecer agora dobrados, pois assim se encontravam desde a sua confecção, e corriam o risco de deterioração.

O papelão substituiu o plástico na maioria da guarda de documentos em armários. A mapoteca do museu é riquíssima.

Uma das plantas mostra a estrutura de uma locomotiva tipo Pacific, fabricada pela empresa The Baldwin Locomotive Works para a Madeira-Mamoré Railway Company.

Outra planta com o reconhecimento topográfico do traçado da Ferrocarril Guayaramerín-Riberalta (Bolívia) detalha as pontes de ferro construídas pelos ingleses no trajeto da Madeira-Mamoré. Ela é assinada pelo engenheiro encarregado E. B. Karnoff, em escala ¾.

A professora de história Leidiane Felske, do Ifro em Ji-Paraná, é uma das mais assíduas frequentadoras do museu. Ela viaja com seus alunos de ônibus para estudar etnias, sempre as quintas e sextas-feiras.

CORDEL

O cordel está presente no Centro de Documentação. Trata-se do velho folheto impresso de literatura popular em verso, gênero escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais.

No Centro, o visitante encontra exemplares impressos, com os seguintes títulos: A Festa do Divino Espírito Santo, Os índios de RondôniaO seringueiro de RondôniaO Forte Príncipe da BeiraO Tratado de PetrópolisPorto, saudosa Porto, Tereza BenguelaBarbadianos – Vivências de um pertencimento.

Se alguém souber de algum exemplar do cordel História Regional do Vestibular, leve-o ao museu, para reprodução.

MUSEU DA MEMÓRIA RONDONIENSE

● Visitas podem ser feitas de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h. O Museu fica na Rua D. Pedro II, no antigo Palácio Presidente Vargas.


Por Montezuma Cruz
Fotos: Leandro Morais
Do Secom


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