Impeachment de Bolsonaro entra na pauta da velha mídia

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A velha mídia botou na pauta o impeachment de Jair Bolsonaro (PSL), descrito em editoriais dos tradicionais jornalões como figura inepta para exercer o cargo que ocupa.

O jornalista Reinaldo Azevedo, da Folha e da Bandnews, foi mais claro ao dizer que o impeachment definitivamente entrou no radar da sociedade brasileira. “Se o presidente Jair Bolsonaro continuar a ouvir apenas a horda de malucos que o cerca, não conclui o seu mandato”, começa o texto do articulista que emenda: “O cargo lhe serve apenas para se vingar de seus inimigos ideológicos ou do fiscal do Ibama que um dia o multou.”

Editoriais do Estadão, Folha e Globo sinalizam para uma blitzkrieg (guerra-relâmpago) para derrubar o governo de Jair Bolsonaro que se isola rapidamente das ruas e do Congresso Nacional.

“Agressões de Bolsonaro e do ministro da Educação ao meio universitário são um equívoco”, diz o editorial d’O Globo. Para o jornal dos Marinho, o presidente ajudou a mobilizar a oposição ao xingar de “idiotas úteis” estudantes e professores que estavam nas ruas lutando contra cortes de verbas na educação.

“Jair Bolsonaro tem agido cada vez mais como líder de facção, e não como presidente da República. Tem contribuído para transformar debates importantes em briga de rua”, reclama o editorial do Estadão, que vê a hostilidade como método do capitão.

A Folha comparou as manifestações estudantis desta quarta às jornadas de 2013 que antecederam o impeachment de Dilma Rousseff (nesse caso foi um golpe de Estado, não impeachment). O jornalão paulistano deu razão aos protestos afirmando que Bolsonaro realmente representa um perigo à educação.

Bolsonaro está cada vez mais com jeitão de Collor de Mello, o primeiro presidente a sofrer impeachment no Brasil.

Por Esmael Morais


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