Polícia Civil prende Roni, ex-jogador do Fluminense, por fraude e sonegação

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Ao todo, são sete mandados de prisão. Presidente da Federação de Futebol do DF também foi preso. Investigação aponta crimes de sonegação e estelionato

Enquanto torcedores chegavam ao Estádio Nacional Mané Garrincha para assistir à partida deste sábado (25/5) entre Botafogo e Palmeiras, agentes da Polícia Civil do Distrito Federal, lotados na Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado, aos Crimes, contra a Administração Pública e aos Crimes contra a Ordem Tributária (Cecor), davam voz de prisão ao ex-jogador do Fluminense, Flamengo e Seleção Brasileira, Roniéliton Pereira Santos, o Roni. O presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, também foi detido. 

Operação Episkiros cumpre sete mandados de prisão temporária e 19 de busca e apreensão, expedidos pela 15ª Vara Federal Criminal da seção judiciária do DF. O inquérito policial que deu origem à ação policial foi instaurado pela Divisão de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (Dicot). 

Os presos fazem parte de um grupo criminoso especializado em fraudar o erário na realização de jogos. Segundo a PCDF, eles elaboravam boletins financeiros com dados falsos, informando valores menores de arrecadação, para pagar menos impostos. Além disso, conseguiam alugar o estádio de forma mais barata, porque os tributos e o aluguel são calculados a partir da arrecadação total do evento. 

As buscas também ocorrem em Luziânia e Goiânia. De acordo com a PCDF, os agentes procuram por provas tanto nas residências dos investigados como nas empresas, na sede da federação e no próprio Mané Garrincha. Há indícios de estelionato majorado, associação criminosa, falsidade ideológica e sonegação fiscal.

Correio Braziliense


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