Brasil estreia na Copa sem Marta pela primeira vez desde 2003

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Paris — De um lado, um estreante em Copas do Mundo. De outro, uma nação conhecida como o país do futebol, que participou de todos os Mundiais. O jogo de hoje entre Jamaica e Brasil fecha a primeira rodada do grupo C e, apesar de toda a experiência da Seleção Brasileira, a partida no Stade des Alpes, em Grenoble, às 10h30, tem cara de primeira vez para a equipe do técnico Vadão. Marta, a maior referência do time, não jogará na estreia – algo inédito na história da jogadora no torneio.

Nos quatro Mundiais que disputou, a brasileira entrou em campo nos 18 confrontos do Brasil na competição e marcou 15 gols, tornando-se a maior artilheira da competição. Logo na edição em que estreou na Copa, em 2003, a alagoana anotou três gols. Na competição seguinte, Marta se consagrou mundialmente. Foi eleita a melhor jogadora da Copa de 2007, ajudando a levar o Brasil à única final que a Seleção disputou — perdeu a decisão para a Alemanha — e foi eleita a melhor do mundo pela segunda vez na carreira. Na Copa de 2011, a camisa 10 brasileira balançou as redes quatro vezes e completou a lista em 2015, com mais um gol.

No entanto, a situação atual é bem diferente dos anos anteriores. Há 15 dias, Marta não participa dos treinos com o grupo. A jogadora do Orlando Pride sentiu uma dor da região posterior da coxa esquerda em um treino da Seleção, na aclimatação para o Mundial em Portugal, em 24 de maio. Além de fisioterapia, a alagoana realiza um trabalho de transição para o campo com bola, separada do elenco principal. Ainda assim, o mistério se ela atuaria na estreia foi encerrado apenas ontem, quando a comissão técnica confirmou o desfalque contra a Jamaica.

Contar com uma craque é o sonho de qualquer equipe, mas ser dependente dela é um risco grande para uma competição como a Copa do Mundo, ainda mais quando há no histórico recente nove derrotas seguidas durante a preparação para a competição. Contestada por essa dependência de Marta, a Seleção Brasileira terá de provar o contrário na oitava edição do Mundial.

A gaúcha Mônica, 32 anos, herdará o posto de capitã da Seleção Brasileira. A zagueira do Corinthians assume a braçadeira na segunda Copa do Mundo dela. Além da ausência de Marta na estreia, a Seleção sofreu três cortes ainda no período de treinos. Adriana, Fabiana e Érika deixaram o elenco após a convocação por causa de lesões. “Acho que, na hora que rolar a bola, toda essa ansiedade da equipe vai por água abaixo e conseguiremos fazer uma boa estreia”, aposta a veterana Cristiane, atacante que disputará o quinto Mundial.

Força de vontade em campo, as jogadoras prometem que não faltará. Uma vitória sobre a Jamaica, considerada a rival mais fraca do Grupo C, é fundamental para os planos do Brasil de avançar para as oitavas de final.

Ficha técnica

Brasil: Aline, Leticia Santos, Érika, Mônica e Tamires; Thaisa, Formiga e Andressa; Debinha, Geyse e Cristiane
Técnico: Vadão

Jamaica: Sydney Schneider, Konya Plummer, Marlo Sweatman, Allyson Swaby e Dominique Bond-Flasza ; Lauren Silver, Havana Solaun e Chinyelu Ascher; Cheyna Matthews, Khadija Shaw e Jody Brown
Técnico: Hue Menzies

Programe-se

Brasil x Jamaica
Quando: sábado (9/6), às 10h30 (horário de Brasília)
Onde: Estádio dos Alpes, em Grenoble (França)
Transmissão: Globo, Band e SporTV

Por Maria Eduarda Cardim e Maíra Nunes

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