Maia ‘perplexo’ com a demissão de Joaquim Levy do BNDES

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Maia afirmou que Levy era um quadro de qualidade que tinha a acrescentar para garantir as reformas que o País precisa.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que ficou “perplexo” pela forma como o ministro da Economia, Paulo Guedes, tratou o agora ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, informa o jornal Estadão.

O presidente da Comissão Especial da Reforma da Previdência, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), também criticou a demissão.

“O presidente Bolsonaro não entendeu que alguns quadros são suprapartidários. Eles não contribuem com um ou outro governo. Contribuem com o País. É uma pena. No fim das contas, quem perde é o Brasil.”

Já o líder do Podemos, José Nelto (GO), levantou dúvidas sobre o real motivo da demissão:

“Estou preparando para que ele seja convocado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, ele terá de ir lá explicar o motivo da demissão dele. Se foi por um motivo político ou se foi porque ele não quis abrir a caixa-preta do BNDES. Porque ele não mostrou os empréstimos internacionais, para países da América e da África, para a JBS também.”

Até agora, Guedes era um dos poucos ministros do presidente da República, Jair Bolsonaro, que não tinha batido de frente com o Legislativo.

O cenário mudou após o ministro da Economia criticar a forma como a reforma da Previdência foi alterada em comissão na Câmara dos Deputados. Maia não gostou e disse que o Parlamento foi agredido.

Por Tarcíso Morais


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