Ministro Fux do STF é citado na #VazaJato

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Essa semana o país e o mundo ficaram chocados pelo escândalo da #VazaJato. O assunto viralizou e confirmou o que muitos juristas, jornalistas, políticos, apoiadores e até inimigos do ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva vinham denunciando sobre a politização da justiça numa condenação sem provas.

No início da semana, vimos diálogos entre o ex-Juiz Federal Sérgio Moro e o Promotor do caso de Lula, Deltan Dellagnol, onde ambos combinavam estratégias para a condenação sem provas do ex-Presidente. Nem mesmo o promotor famoso por suas convicções e falta de provas tinha tanta convicção assim, e só seguiu em frente com sua acusação sobre o Tríplex de Guarujá da OAS após receber incentivo e garantias do atual Ministro da Justiça.

Nesta quarta-feira novos trechos vieram à público, agora ligando o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux. Reinaldo Azevedo, notório antipetista e autor do termo “Petralha”, em seu programa da Band “O É da Coisa” com participação de Leandro Demori, do The Intercept, trouxe à público um trecho inédito da #VazaJato.

No trecho, Deltan afirma ao grupo do Telegram que participava com integrantes da força-tarefa e Sérgio Moro, na época Juiz Federal, que Luiz Fux teria se colocado à disposição para tudo que precisassem “mais uma vez”.

O que tem de estranho nesse novo vazamento? Imagine que a pessoa que está te acusando de um crime discute seu caso com o juiz que irá te julgar culpado ou inocente num grupo do Telegram (famoso pela inviolabilidade de sua criptografia, já tendo sido usado para coordenar ações paramilitares do grupo Estado Islâmico no oriente médio).

Não te deu calafrios ainda? Então imagine agora que nesse mesmo grupo com o juiz responsável pelo seu caso, a parte que te acusa declara que um magistrado de uma instância superior a qual você poderia recorrer, caso fosse condenado, iria ajudar no que precisassem “mais uma vez”.

Vamos desenhar e pecar pela repetição para não haver dúvidas: O seu acusador está sendo orientado pelo juiz do seu caso sobre como provar sua culpa e um ministro do STF promete apoio “MAIS UMA VEZ” para o seu acusador. Já começou a suar frio?

Esse novo trecho da #VazaJato revela que não só houve uma conspiração para retirar Lula das eleições de 2018, como essa conspiração abrangeu os mais diversos escalões do judiciário brasileiro.

Sabe quando você vê aquela maçã suculenta, só com um pontinho estragado, que você acha que ainda poderá comê-la se cortar ele fora? Aí, você corta o pontinho estragado fora e vê que por dentro a maçã está completamente podre?

É certo que ainda existe muita água para passar por debaixo dessa ponte. Mas já podemos concluir, pelo menos, uma coisa: Foi tão difícil assim condenar Lula por corrupção? Anos de investigação, apreensões de documentos, computadores, tablets, fora bloqueio de bens e contas bancárias.

A vida de Lula foi revirada pelo avesso por anos e a #VazaJato está nos dizendo que precisou de um grande acordo entre os escalões do judiciário para condená-lo num processo de um imóvel que sequer pertencia a ele?

Com o salário que recebeu enquanto era Presidente, certamente que Lula tinha imóveis e outras propriedades em seu nome. Mesmo assim precisaram utilizar um imóvel que nem mesmo estava em seu nome, nem no nome de qualquer familiar seu, sequer no nome do cônjuge (cônjuge, lembrem-se, não “conje”, nem “conge”) de um primo de segundo grau?
Prestem muita atenção: estão nos dizendo que a única forma que encontraram de condenar o ex-Presidente Lula para retirá-lo das eleições de 2018 foi uma acusação que o próprio promotor que a apresentou não tinha convicção real de que fosse o suficiente.

A força-tarefa revirou a vida de um homem que viveu mais de 70 anos, tempo o suficiente para qualquer um fazer algo de errado (ou pelo menos deixar provas para que descubram algo de errado que tenha feito). Mesmo assim, precisou de ajuda do Juiz Federal responsável pelo caso e de garantias de um ministro do Supremo Tribunal Federal para condená-lo.
Como já diziam “os antigos”: Santo a gente só encontra no céu. Mas considerando tudo isso, talvez, Lula não seja esse demônio todo que seus opositores vêm pintando-o há anos exaustivamente, mesmo antes dele ter sido eleito pela primeira vez em 2002.

Da redação


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