Dallagnol rejeita convite da Câmara para explicar supostos diálogos

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Embora “tenha sincero respeito e profundo apreço pelo papel do Congresso Nacional”, Dallagnol recusou o convite.

O procurador da República e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, não vai ao Congresso Nacional para prestar esclarecimentos sobre as supostas mensagens divulgadas pelo site panfletário Intercept.

Em ofício enviado na tarde desta segunda-feira (8), um dia antes da audiência pública marcada pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara, Dallagnol se disse impossibilitado de atender ao convite dos deputados por preferir concentrar suas manifestações na esfera técnica sobre “mensagens de origem criminosa, cuja veracidade e autenticidade” não reconhece e que “vêm sendo usadas para atacar a Operação Lava Jato”.

O procurador alega que tem por “função constitucional desempenhar trabalho de natureza técnica perante o Judiciário, outro poder, situação distinta daquela de agentes públicos vinculados ao Poder Executivo”.

“Esse trabalho técnico consiste em investigar fatos e buscar a aplicação da lei penal de modo eficiente e justo, de acordo com a Constituição e com as leis, atividade funcional sujeita à apreciação do Poder Judiciário”, acrescenta Dallagnol, segundo o site Congresso em Foco.

Por Tarcíso Morais


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