O lobo da fábula e seu porta-voz

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– Qual crime foi cometido pelo jornalista Glenn Greenwald?
– Há alguma dúvida sobre o crime?
– Eu tenho. Qual o crime foi cometido pelo jornalista?
– Não há dúvida por parte do presidente. Acho que não há dúvida por parte de ninguém.
– Eu quero saber qual crime o jornalista cometeu?
– Esta é a minha resposta.
– Mas qual crime?
– Próxima pergunta, por favor.

O diálogo acima, entre um repórter e o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, ontem à noite, foi insólito assim, em quase tudo igual ao travado entre o lobo e o cordeiro da fábula de Esopo.

Não precisa dizer qual crime, é crime, embora esteja na Constituição que manter o sigilo de fonte seja um direito e, em qualquer código ético do jornalismo, também um dever.

O general Rêgo Barros, já criticado publicamente pelo filho pitbull por seus cafés da manhã com jornalistas, deveria começar a pensar em trocar a louça da mesa por copos e pratos de plásticos.

Para não correr o risco de que o general Heleno tenha outro piti e os quebre, batendo na mesa, desvairado, a gritar: “é crime, é crime, é crime…”

Por Fernando Brito


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