Tudo é falso. Programa de emprego é farsa para arrecadar

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Nada no governo Bolsonaro é o que tentam fazer parecer.

A Instituição Fiscal Independente, órgão do Senado, pôs na ponta do lápis o projeto da Carteira Verde Amarela, proposto para, em tese, facilitar o emprego (de segunda classe, sem parte dos direitos trabalhistas) dos jovens e concluiu que ele arrecada mais do que gasta nas desonerações fiscais e previdenciárias que prevê.

Está no Estadão:

Estudo da IFI obtido pelo Estado, que analisa o impacto do programa nas contas do governo, prevê que a taxação do seguro-desemprego, prevista no programa, pode render R$ 12,7 bilhões até 2024, acima do custo potencial de R$ 11,3 bilhões caso 100% da meta de 1,8 milhão de vagas seja atingida, possibilidade considerada de difícil execução pelo órgão. Mesmo assim, o ganho de receita, nestes cinco anos, seria de R$ 1,4 bilhão. Num cenário de cumprimento de metade da meta de empregos (900 mil vagas) anunciada pelo governo, o custo do programa entre 2020- 2024 cairia para R$ 5,7 bilhões. Isso garantiria um ganho extra de R$ 7 bilhões na arrecadação com nova taxação do seguro-desemprego. Já num quadro de cumprimento de um quarto da meta (450 mil vagas), o custo do programa em cinco anos seria de R$ 1,1 bilhão, rendendo um adicional de R$ 11,6 bilhões para o caixa do governo.

Ou seja, a receita obtida pelo governo impondo desconto previdenciário sobre o salário-desemprego vai gerar muito mais receita que as desonerações fiscais dadas a potenciais empregadores de jovens.

Desenhando: o suposto programa de primeiro emprego é, na verdade, um caça-níqueis para a caixa de Paulo Guedes.

Por Fernando Brito

Do Tijolaço


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