Operários serão postos em quarentena em fábrica gigante de iPhones na China

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Fábrica da Foxconn em Zhengzhou deveria retomar atividades em 10 de fevereiro, mas funcionários ficarão uma a duas semanas em quarentena.

Os operários de uma fábrica gigantesca de produção de iPhones no centro da China serão postos em quarentena por pelo menos uma semana, após suas férias, para evitar a propagação do novo coronavírus – anunciou nesta quinta-feira (6) o gigante taiwanês da eletrônica Foxconn, principal fornecedor do grupo americano Apple.

A Foxconn havia informado que uma de suas principais sedes de produção na China, em Zhengzhou (centro), apelidada de “cidade iPhone”, retomaria suas atividades em 10 de fevereiro, depois do recesso pelo Ano Novo chinês. As férias de fim de ano acabaram sendo prolongadas pela epidemia.

Confira a situação até as 7h30 desta quinta-feira (6):

  • 564 mortes por coronavírus na China
  • 1 morte nas Filipinas
  • 28.060 casos confirmados na China
  • Mais de 1,1 mil infectados já se recuperaram, na China
  • Mais de 200 casos confirmados em outros 24 países
  • No Brasil, há 9 casos suspeitos e nenhum confirmado até as 10h desta quinta (5)
  • Dois aviões presidenciais partiram nesta nesta quarta em busca dos brasileiros na China

Nesta quinta, o grupo anunciou que seus funcionários – qualquer que seja sua região de origem – serão submetidos a uma quarentena de uma a duas semanas, quando voltarem das férias.

A empresa ainda não informou quantos trabalhadores serão afetados pela medida. A Foxconn é o maior contratador privado de mão de obra na China. Conta com cerca de 1 milhão de operários que trabalham em 30 fábricas espalhadas pelo país.

As autoridades chinesas pediram a todas as companhias que permaneçam fechadas até 9 de fevereiro para tentar evitar a propagação do novo coronavírus. Até o momento, chega a 560 o número de mortos em todo país.

A Foxconn é líder mundial na montagem de aparelhos eletrônicos. Muitas empresas dependem dela para fabricar produtos como iPhones, televisores de tela plana, ou laptops. O grupo taiwanês se esforça para tranquilizar seus clientes e garante que a cadeia de montagem não vai ser paralisada.

Nesse contexto, a Foxconn já revisou para baixo sua previsão de crescimento de vendas para 2020. Dos 3% a 5% previstos, caiu para uma margente entre 1% e 3%, segundo seu presidente, Young Liu, citado pela agência Bloomberg.

Por France Presse


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