Delegacias passam a registrar apenas crimes graves durante a quarentena do coronavírus em RO

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Portaria publicada na quinta-feira (26) lista crimes que devem ser registrados presencialmente. Ocorrências de menor gravidades devem ser registradas online.

Delegacias físicas não vão registrar crimes de lesão corporal e calúnia, por exemplo — Foto: Diêgo Holanda/G1

As delegacias da Polícia Civil de Rondônia passaram a registrar, presencialmente, apenas os crimes considerados mais graves. A medida foi adotada para impedir o avanço do novo coronavírus. Casos considerados menos graves precisam ser registrados online, na Delegacia Virtual. A restrição no atendimento ao público vai pelo menos até 10 de abril.

Em portaria da Delegacia Geral, publicada na quinta-feira (26) no Diário Oficial do Estado (Diof), são listados os crimes que serão atendidos presencialmente nas unidades policiais. Entre eles estão homicídio e feminicídio, estupro, violência doméstica e contra crianças e adolescentes, sequestro e cárcere privado, roubo e furto de veículos.

Também continuarão sendo atendidos, presencisalmente, os casos em que as provas possam ser perdidas e exijam imediata intervenção policial, além de prisões em flagrante, remoção de cadáver, perícias médico-legais e outros casos a critério do delegado.

Segundo a Polícia Civil, os demais crimes, como furtos simples, perda de documentos, calúnia, lesão corporal leve e estelionato devem ser registrados pela própria vítima/envolvido na Delegacia Virtual.

No site, a própria pessoa inclui os dados pessoais, objetos envolvidos no caso e faz a descrição de como ocorreu o crime ou situação. Posteriormente, as ocorrências são distribuídas às delegacias competentes para investigação.

Segundo a Polícia Civil, é importante que a população registre os crimes, mesmo de forma virtual, para que não haja subnotificação das ocorrências durante a pandemia. Um contato de WhatsApp foi disponibilizado para quem tiver dificuldades com o registro online das ocorrências. O número é (69) 9 8439-0102.

A portaria também regulamenta o teletrabalho (trabalho em casa) dos servidores do grupo de risco, antecipação de férias dos servidores sem condições de trabalhar por sintomas de COVID-19 e medidas de segurança dos servidores ao fazer atendimentos presenciais.

Por Diêgo Holanda, G1 RO


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