Polícia ouve avó e tio de menino de 11 anos morto em Planalto

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Depoimento dos dois durou quatro horas. A mãe do menino foi transferida para a Penitenciária de Guaíba. Caso é tratado como homicídio doloso. Segundo a polícia, mulher admitiu ter dado medicamentos ao filho e mostrou o local onde deixou o corpo.

Rafael Mateus Winques tinha 11 anos. — Foto: Polícia Civiçl/Divulgação

A avó e o tio de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, morto em Planalto, no norte do estado, foram ouvidos novamente pela polícia na manhã desta quinta-feira (28). Eles haviam prestado esclarecimentos quando o menino estava desaparecido. Os depoimentos tiveram duração de quatro horas. A polícia não divulgou o conteúdo do que foi falado pelos familiares.

“Estamos realizando muitas diligências, algumas repetindo diante a versão apresentada pela mãe”, explicou o delegado regional Carlos Beuter.

A mãe do menino, Alexandra Dougokenski, que, segundo a polícia, admitiu ter dado medicamentos ao filho e mostrou o local onde deixou o corpo, foi transferida para a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ela será ouvida novamente na quarta-feira (3), em Porto Alegre.

A mulher não explicou os motivos do crime. A defesa alega que a morte foi uma fatalidade. O laudo do Posto Médico-Legal de Carazinho concluiu que o menino morreu por asfixia mecânica por estrangulamento. O corpo de Rafael foi encontrado dentro de uma caixa de papelão e enrolado em um lençol.

A polícia, que trata o caso como um homicídio doloso, aguarda laudos do Instituto Geral de Perícia (IGP) para complementar a investigação.

“IGP sempre demora pois são coisas complexas e não temos pressa nessa questão. Temos a pretensão de fazer direito e não rápido”, disse o delegado.

De acordo com a polícia, o irmão de Rafael, adolescente de 16 anos que morava com a mãe e o menino na casa, será ouvido posteriormente.

“O menor será ouvido pelo método do depoimento sem dano já no poder Judiciário”, afirmou Beuter.

O caso
Rafael desapareceu em 15 de maio, quando foi dormir e, na manhã seguinte, não estava mais em casa. A mãe chegou a dar entrevista à RBS TV dizendo que queria que o filho voltasse para casa.

A residência onde o menino mora com a mãe e um irmão de 16 anos não possuía sinais de arrombamento no dia do sumiço. Inicialmente, a mãe disse que havia levado uma coberta para o menino antes de dormir, e pensou que ele havia saído pela manhã.

A polícia ouviu ainda o depoimento de familiares, vizinhos e outras pessoas para compreender a dinâmica familiar e a personalidade do menino. Câmeras de monitoramento da cidade foram analisadas. O celular de Rafael foi levado à perícia para verificar possíveis dados apagados.

Por G1 RS e RBS TV


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