Bolsonaro dá o sinal a deputados para manter veto que proíbe reajuste a servidores públicos

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Ao atacar duramente a decisão dos senadores, que derrubaram seu veto a reajustes de servidores públicos até o final do ano que vem, o presidente Jair Bolsonaro deu o sinal para seus aliados na Câmara dos Deputados para manterem sua decisão.

Segundo um líder governista, a manifestação do presidente, que afirmou que se o veto for derrubado fica impossível governar o Brasil, tira qualquer dúvida de alguns deputados sobre a posição de Bolsonaro sobre o tema.

“Tinha deputado dizendo que o presidente na verdade queria a derrubada do veto porque beneficia categorias que o apoiam, como policiais, mas ele deixou claro que não se trata disso”, afirmou um líder reservadamente ao blog.

Agora, de acordo com líderes governistas no Congresso, fica mais fácil pedir aos aliados do Palácio do Planalto na Câmara dos Deputados votos para manter o veto presidencial. A votação deve acontecer na tarde desta quinta-feira (20).

Afinal, o presidente fez questão de dar uma declaração pública, forte, contra a decisão dos senadores. Ou seja, assumindo também o desgaste junto às categorias que seriam beneficiadas pela derrubada do veto, como profissionais da saúde, educação e segurança pública.

O governo confia que, na Câmara dos Deputados, o veto será mantido. Durante a negociação para aprovação do projeto que garantiu o socorro a Estados e municípios no período da pandemia do coronavírus, o governo fez um acordo no qual seria vetada a possibilidade de reajuste a qualquer categoria até o final do ano que vem.

Os senadores, porém, não respeitaram o acordo e derrubaram o veto do presidente. Nas contas do ministro da Economia, Paulo Guedes, a queda do veto pode ter um impacto nas contas públicas de R$ 120 bilhões.

O governo está irritado porque senadores governistas acabaram traindo o Palácio do Planalto e votaram contra a decisão do presidente. Três senadores vão ser cobrados diretamente: Jorginho Mello (PL-SC), Soraya Thronicke (PSL-MS) e Izalci Lucas (PSDB-DF).

O governo tinha expectativa de que eles votassem pela manutenção do veto. Se tivessem votado com o Planalto, o veto teria sido mantido já no Senado.


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