Falso policial matou terceiro PM com pelo menos 15 tiros em SP

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Cauê Doretto de Assis matou três PMs e morreu no sábado (8); investigação quer saber se ele era informante da polícia, conhecido como ganso no jargão. Ele tinha armas, carteira funcional falsa e emblema de usar no peito muito parecida com a original.

O falso policial civil Cauê Doretto de Assis deu pelo menos 15 tiros no terceiro policial militar morto no sábado (8) na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Ele trocou tiros, matou três PMs e morreu também.

Investigadores estiveram na casa de Cauê onde encontraram armas de brinquedo e muito material usado pela polícia, como colete à prova de balas, algemas, coldres e até um distintivo usado pela polícia civil. Cauê chegou a apresentar uma carteira funcional da polícia civil durante a abordagem, mas o documento era falso.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios (DHPP). A polícia quer saber a origem das armas. Uma delas tinha a numeração raspada e a outra é uma arma registrada em nome de outra pessoa que mora na Zona Sul da capital e que deve se apresentar na terça-feira (11) para a polícia, que quer saber porque a arma estava com Cauê.

A polícia também investiga se ele era um informante da polícia, conhecido como ganso no jargão. Além das armas, ele tinha uma carteira funcional falsa e um emblema de usar no peito muito parecida com a original.

O falso policial civil Cauê Doretto de Assis deu pelo menos 15 tiros no terceiro policial militar morto no sábado (8) na Zona Oeste da cidade de São Paulo. Ele trocou tiros, matou três PMs e morreu também.

Investigadores estiveram na casa de Cauê onde encontraram armas de brinquedo e muito material usado pela polícia, como colete à prova de balas, algemas, coldres e até um distintivo usado pela polícia civil. Cauê chegou a apresentar uma carteira funcional da polícia civil durante a abordagem, mas o documento era falso.

O caso está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios (DHPP). A polícia quer saber a origem das armas. Uma delas tinha a numeração raspada e a outra é uma arma registrada em nome de outra pessoa que mora na Zona Sul da capital e que deve se apresentar na terça-feira (11) para a polícia, que quer saber porque a arma estava com Cauê.

A polícia também investiga se ele era um informante da polícia, conhecido como ganso no jargão. Além das armas, ele tinha uma carteira funcional falsa e um emblema de usar no peito muito parecida com a original.

O caso
As imagens da câmera de segurança não são muito nítidas, mas revelam alguns detalhes da abordagem que terminou em tragédia. Tudo aconteceu pouco antes das cinco da manhã de sábado.

O carro da PM está parado atrás, com o giroflex desligado. Duas pessoas vão até ele. Dois minutos depois, uma pessoa sai correndo e o giroflex é ligado. Cauê Doretto de Assis, de 24 anos, tinha sido abordado pelos PMs na Escola Politécnica, na Zona Oeste da capital.

Ele apresentou essa credencial e disse que era policial civil. Poucos minutos antes, tinha tentado parar uma moto que estava com a placa levantada e coberta.

Enquanto os PMs checavam se Cauê era mesmo policial civil, ele sacou uma segunda arma, baleou um PM na cabeça, baleou o segundo e correu atirando.

Mas, a credencial era falsa e, para surpresa até da família, Cauê nunca foi policial. Vitor Mendonça Ferreira, que estava com Cauê no carro, contou no DHPP como foi a abordagem.

Ele foi levado para a delegacia para prestar depoimento oficialmente como detido e suspeito. As investigações vão determinar se ele também agiu ou se passará a ser testemunha do caso. Ele disse que a abordagem policial acontecia normalmente, mas que Cauê se exaltou. Ele admitiu que ingeriram álcool, mas não explicou porque eles abordaram a moto.

“Ele surtou, surtou, eu não entendi nada do que aconteceu, juro por Deus”, afirmou.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) confirmou que Cauê não era policial civil e que a carteira profissional usada por ele é falsa. A ocorrência foi encaminhada ao 91º. DP. O caso vai ser investigado pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

A Polícia Militar divulgou uma nota de pesar, lamentando a morte dos três policiais militares. O soldado Celso Ferreira de Menezes Júnior tinha 33 anos e estava na corporação há mais de 10 anos.

O soldado Victor Rodrigues Pinto da Silva tinha 29 anos e estava na polícia há há 6 anos e 9 meses. Já o sargento José Valdir De Oliveira Júnior, de 37 anos, estava na polícia há 14 anos e 5 meses e também deixa uma filha e a esposa, Bianca, que está grávida de gêmeos.

Segundo a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP), o número de ocorrências envolvendo policiais aumentou no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. As polícias civil e militar mataram 514 pessoas de janeiro a junho. Nesse mesmo período, 28 policiais foram mortos no estado.

PMs são enterrados
Os três policiais mortos foram enterrados no domingo (9). A mulher do soldado Victor, que está grávida, acompanhou o enterro, em Embu das Artes. O pai, Alex Pinto, dele fez um apelo.

“Quero deixar aqui registrado para as autoridades competentes pra que deem mais atenção à polícia militar. Que forneçam mais armamento, armas mais poderosas, viaturas blindadas. Que dê mais seguranças aos policiais. Eu peço a todas as autoridades. Que façam isso. Em memória do meu filho, que está partindo hoje” afirmou.

O soldado Celso foi sepultado no Cemitério da Paz, no Morumbi. Colegas de farda acompanharam e levaram flores. O sargento Valdir foi enterrado em Presidente Venceslau, no interior. Ele deixa a mulher grávida de gêmeos e uma filha de 16 anos.

Os três policiais militares receberam também homenagens à distância. Policiais rodoviários federais que trabalham na Via Dutra, em Guarulhos, acionaram as sirenes.

Três policiais militares morrem em abordagem a falso policial civil em SP — Foto: Divulgação

Por Giba Bergamim, SP1 — São Paulo


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